Prêmio Microfone de Ouro

Começou o Prêmio Microfone de Ouro, uma enquete promovida pelo Salve Alagoas, com o apoio do Massagueirinha Bar e Restaurante. Esse ano serão sete categorias. Melhor Narrador esportivo, melhor Comentarista, os melhores setoristas do CSA e CRB, o melhor Plantão esportivo, a melhor equipe de esporte e o prêmio menção honrosa.
Esclarecemos que a enquete visa premiar apenas os profissionais das rádios que fazem a cobertura do Campeonato Alagoano em Maceió. A Rádio Globo que por razões financeiras saiu do ar continua na disputa, já que cobriu grande parte do campeonato, assim como o repórter Eduardo Cardeal, que hoje trabalha na Rádio 96 de Arapiraca, mas cobriu o CSA para a Rádio Globo durante grande parte do Campeonato Alagoano, e participa da enquete como Menção Honrosa, junto com os demais profissionais que não se enquadram nas coberturas supra citadas.
Esse ano não incluímos os profissionais de Arapiraca, uma vez que não entregaram a relação de seus profissionais em tempo hábil, com exceção da Pajuçara FM, e outras sequer mandaram a relação, como a Novo Nordeste.
Lembramos aos internautas que acessam o site pelo celular, que em alguns casos devem ativar a visualização para web, para ter acesso a enquete no rodapé do site.
30 de abril de 2016
Postado por Cledson Silva

CRB X CSA FAZEM A PRIMEIRA PARTIDA DA FINAL DO ALAGOANO

Começa amanhã (1), a final do Campeonato Alagoano 2016. Como era esperado, as duas melhores e maiores equipes de Alagoas disputam o título maior de Alagoas, no ano do centenário do clássico das multidões. Se o CRB se gloria por ter o maior número de vitórias no confronto direto com seu maior rival, o CSA ostenta o título de maior campeão de Alagoas. São 37 títulos do Azulão contra 28 do Galo.
O CSA já conseguiu seu principal objetivo, o time do Mutange garantiu vaga na Copa do Brasil e Copa do Nordeste em 2017, além de no mínimo calendário na Série D 2016 e 2017. Mas segundo o presidente Rafael Tenório, o título seria a cereja do bolo pra coroar a grande campanha do CSA esse ano, o time é líder isolado em pontos, e ostenta a melhor defesa e o melhor ataque do Campeonato.
já o galo da Barra, ainda não conseguiu vencer seu maior rival em 2016, foram duas derrotas e um empate, e para motivar o tão contestado elenco regateano, o presidente Marcos Barbosa estipulou uma premiação de R$ 200 mil para o time conseguir o bi campeonato.
A primeira partida da final será neste domingo (1), às 16h00 com mando de campo do CRB. O segundo jogo será no dia 8, e terá o Azulão como mandante.   
Postado por Cledson Silva

CSA x CRB. O clássico das multidões

Um é Azul, o outro Vermelho,  um da beira da Lagoa, o outro do Litoral Sul, um do Mutange, o out. A história de amor e ódio, da rivalidade, do desejo de ganhar, de tudo que representa um jogo entre os maiores times do futebol alagoano.


CSA (Centro Sportivo Alagoano) Fundado no dia 7 de Setembro de 1913, por um grupo de desportistas, liderados por Jonas Oliveira.Antes de se chamar Centro Sportivo Alagoano, fato que se ocorreu em 13 de Abril de 1918, o CSA recebeu o nome de Centro Sportivo Sete de Setembro e Centro Sportivo Floriano Peixoto. O primeiro título Estadual foi em 1928, o CSA é o maior Campeão do futebol alagoano, somando 37 títulos conquistados.
Entre os fatos marcantes esta os três vice-campeonatos da Taça de Prata (atual série B do Brasileiro) 1980, 82, 83. Em 1999 o CSA foi um dos representantes brasileiros na última edição da CONMEBOL, ficando em segundo lugar. O CSA é o único clube de Alagoas a disputar uma competição Internacional. Em 2003 e 2009 o CSA amargou as últimas posições do Campeoanto Alagoano, sendo rebaixado à segunda divisão.
O CSA já revelou para o mundo jogadores como Adriano Gabiru, autor do gol que deu o título mundial ao Internacional/RS sobre o Barcelona/ESP.


CRB (Clube de Regatas Brasil) Fundado no dia 20 de Setembro de 1912, por um grupo de desportistas, liderados por Lafaiete Pacheco.Fundado como um clube de remo, o  CRB comprou, em Santos, seu primeiro yole (barco de competição), que custou duzentos mil réis. Só em 1916 o Clube aderiu ao futebol, conquistando seu primeiro título de futebol alagoano em 1927,  torna-se o primeiro clube campeão estadual. Atualmente o CRB possui 25 títulos alagoano, sendo o segundo maior vencedor, perdendo apenas para o maior rival.
Atualmente na série C do campeonato Brasileiro, o CRB disputou a série B por 15 anos, tendo a melhor participação em 1997, quando conquistou o quinto lugar. Em 1994 foi vice-campeão do Campeonato do Nordeste, perdendo a final nos pênaltes para o Sport de Recife no Estádio Rei Pelé. Pesa no curriculum do CRB o fato de ser o único time alagoano a nunca ter disputado a segunda divisão



A Rivalidade
Entre as histórias marcantes de CSA x CRB, parece que a rivalidade começou nos anos 30,  o CSA enviou ao CRB, um “Oficio-convite” para a realização de uma partida amistosa, o CRB aceitou o convite, mas, em “Oficio-resposta” solicitava permissão para incluir em sua equipe alguns jogadores de outros times, já que o jogo era amistoso. O CSA, entretanto, não aceitou a proposta e nasceu daí, um desentendimento entre os dois clubes. A partir de então, as hostilidades aumentaram, tornando-se incontroláveis, sobretudo porque explorada pelas crônicas dos jornais, divulgando declarações dos dois presidentes. O Jornal “Correio da Tarde” publicava tudo que dizia Osório Gatto do CSA. O Jornal de Alagoas, por sua vez, publicava os revides de Ismael Acioli do CRB. E um simples “convite” para um jogo amistoso, se transformou numa guerra pessoal. Ao tomar conhecimento numa das crônicas, de uma ofensa direta do presidente azulino, Ismael Acioli se julgou ofendido e resolveu tomar satisfações pessoais. Avisado por amigos do “Correio da Tarde” das intenções de Ismael Acioli, Osório Gatto tratou de se prevenir, armando-se de um revólver. O encontro dois presidente verificou-se em plena rua do Comércio da Capital. Antes mesmo de qualquer diálogo, o presidente do CSA sacou da arma e atirou no presidente do CRB. Um dos disparou atingiu a coxa de Ismael Acioli, que caiu e, logo com a chegada de diversas pessoas, foi transportado para o Pronto Socorro. E a guerra não acabou ali. Enquanto esteve hospitalizado, Ismael Acioli recebeu o apoio irrestrito de todas as facções do clube que dirigia. Tanto que de forma unânime, toda diretoria regateana prometeu publicamente que, se Ismael Acioli viesse a falecer, nenhum membro da diretoria azulina ficaria vivo para contar a história. Ismael Acioli se recuperou gradativamente, ficou fora de perigo e voltou a vida normal. Mas ficou capengando numa das pernas e carregando a bala que o atingiu. Somente anos mais tarde, os dois desportistas, num encontro fortuito, afinal se abraçaram comovidamente.

A Maior goleada
O jogo da Sofia chega a ser polêmico pelas declarações de alguns jogadores que participaram da partida disputada no dia 01 de outubro de 1939 pelo segundo turno do campeonato alagoano. A partida foi realizado na Pajuçara e o juiz foi Artur Reis, ex-jogador do CSA. Segundo depoimento do lateral esquerdo do CSA, Rui Craveiro (falecido), o resultado da Sofia não foi normal. Tecnicamente, os dois times se equivaliam. Rui afirmou que houve um desastre. Primeiro, porque os azulinos não concordaram com a arbitragem que era um azulino que tinha brigado com a diretoria do clube do Mutange. Artur Reis teria confirmado dois gols irregulares do CRB. Depois, porque o goleiro azulino, Orlando Gomes de Barros, se descontrolou, e irritado, colocou duas bolas para dentro do seu próprio gol. Finalmente, Rui Craveiro comentou que depois do final da partida teve que agüentar a gozação dos alvirrubros na Praça do Rex que fica perto do campo da Pajuçara. Para Cláudio Régis, ponta direita do CRB, e autor de dois gols, o jogo não terminou. Faltava dez minutos quando os azulinos abandonaram o campo. Para uns, aborrecidos com o juiz. Para Cláudio Régis (falecido), para evitar um vexame maior. O ponteiro do CRB preferiu não falar sobre arbitragem. Dizia apenas que o CRB era melhor, e que naquele ano chegou a conquistar o tri-campeonato, provando assim, que realmente, era melhor. Os 6x0, a maior goleada da história do clássico, ainda nos dias de hoje é comentada e gozada pelos alvirrubros. E porque Sofia ? Segundo o próprio Cláudio Regis, o centroavante do CRB chamado Arlindo que também, assinalou dois gols, criava uma cabra no campo da Pajuçara, e por ela tinha um cuidado todo especial. Arlindo gostava de cantar uma modinha que falava nos vinte e cinco bichos do “jogo do bicho” propriamente dito. E quando chegava no número seis (cabra), ele dava uma paradinha e fazia alusão a goleada dos 6x0 e a sua cabra Sofia. Os jogadores gostaram, passaram para a torcida e a gozação foi geral. Foi um jogo histórico pela goleada que através dos anos, nunca se conseguiu outros placar igual.

O Jogo do xaxado
16/09/1952
O jogo do Xaxado foi um dos que mais emocionou a torcida azulina. Não somente pelo resultado de 4x0, mas pelo passeio que o clube deu no seu tradicional adversário, o CRB. Xaxado é música, ritmo. Na época era a musica do momento, das paradas de sucesso. Todo o Brasil dançava o xaxado com Luiz Gonzaga. E naquela tarde, no campo da Pajuçara, os jogadores do CRB dançaram o xaxado no ritmo azulino. Foi um baile, um olé. Jamais se pensou em desrespeitar o adversário, mas era gostoso observar a bola de pé em pé com os alvirrubros na roda. Havia condições para uma goleada maior, entretanto, os jogadores do CSA preferiram os dribles espetaculares, as jogadas de alto efeito técnico, com a torcida azulina batendo palmas e gritando, ritmicamente, a palavra xaxado. Muitos gols foram perdidos. Dida depois de driblar toda a defesa do CRB, inclusive o goleiro Levino, quase na linha de gol, preferiu voltar e passar a bola para um companheiro. Oscarzinho também esteve para marcar e terminou sentando na bola. Neste lance, o juiz parou o jogo e advertiu o jogador azulino por desrespeitar o adversário. Mas, louve-se a disciplina dos atletas do CRB. Aceitaram o show dos azulinos sem apelar para a violência. Naquela tarde, a torcida assistiu a uma memorável exibição de futebol. Até hoje não houve nenhuma igual. Pior para o CRB que jogava para comemorar mais um aniversário de sua história.

O Clássico que não existiu
No dia 18 de abril de 1966, o campeonato programava a realização do clássico CSA e CRB valendo pelo terceiro turno da temporada. O CRB não aceitou a escalação do árbitro Manoel Amaro e tentou a escalação de outro juiz. A reclamação foi em vão. O CRB decidiu então não comparecer ao clássico, convocou sua torcida para se ausentar também e até tirou as traves do estádio. Novamente tudo em vão. A torcida compareceu ao Pajuçara, bem como o time do CSA e os árbitros. Manoel Amaro esperou a entrada do time do CRB, o que não aconteceu, deu a saída simbólica e encerrou a partida. A federação deu o CSA como vitorioso, apesar da tentativa da diretoria regateana de anular o jogo.

O Clássico que não acabou
Por indisciplina dos jogadores azulinos, o jogo amistoso de 1974 não terminou. O marcador era de zero a zero. Depois da marcação de um pênalti contra o CSA, seus jogadores não concordaram, xingaram o juiz e saíram de campo deixando os torcedores no prejuízo. Os gaúchos, Espinosa, Mauricio e Enio Oliveira foram os cabeças do movimento. Os dirigentes foram mais indisciplinados ainda. Concordaram com a palhaçada de seus atletas.

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29 de abril de 2016
Postado por Cledson Silva
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Edivaldo Alves de Santa Rosa, o Dida.

No dia 26 de março de 1934, nascia em Maceió, aquele de quem Pelé herdou a camisa 10 da Seleção Brasileira de futebol, Edivaldo Alves de Santa Rosa, o Dida.



Dida começou a carreira de jogador profissional no CSA, onde conquistou 2 títulos alagoano, o primeiro deles com apenas 15 anos de idade.


Dida foi o maior artilheiro do Flamengo até a era Zico, marcando 244 gols em 350 jogos entre 1954 e 1966. Curiosamente era o maior ídolo de Zico, de quem acabaria herdando a camisa 10.E era um jogador de talento e habilidade rara um cracaso. Dida foi descoberto em Maceió, quando a delegação de vôlei do Flamengo assistia a um jogo entre as seleções de futebol de Alagoas e da Paraíba. Os cariocas ficaram impressionados com um jogador da equipe alagoana que marcou três gols na partida e, depois de um tempo, um representante do time da Gávea foi até o Nordeste trazer o jovem talento para o Rio.

Dida jogou a primeira vez no profissional do time rubro-negro graças às contusões de Evaristo e Benitez num jogo contra o Vasco. O Flamengo venceu por 2X1, mas Dida acabou retornando para o time de aspirantes. Só em 55 ele viria a se firmar definitivamente como titular, substituindo Evaristo mais uma vez. Na final do campeonato daquele ano, o Flamengo venceu por 4x1, conquistando o bicampeonato. O jovem alagoano marcou três gols da partida.
Na seleção Dida era o camisa 10, titular absoluto até a Copa de 58. Uma contusão (que hoje teria uma recuperação bem rápida) o deixou no banco de reservas e abriu vaga para o jovem Edson Arantes do Nascimento (Pelé), 


O Museu dos Esportes, localizado no estádio Rei Pelé foi batizado com o nome de Edvaldo Alves Santa Rosa, e ostenta como um dos seus maiores troféus a faixa de campeão do mundo de Dida e a camisa que Pelé vestiu na decisão da copa de 58 na Suécia. A camisa azul do Brasil, quando campeão do mundo pela primeira vez, vestida por Pelé quando tinha 17 anos (camisa que somente jogou uma partida, a final contra a Suécia), Pelé trocou a camisa com Dida e este presenteou o Museu.

Dida faleceu no dia 17 de setembro de 2002, aos 68 anos, vítima de insuficiência hepática e respiratória. Estava internado há uma semana no Hospital Miguel Couto, que se localiza próximo ao CT da Gávea.

Com informações do site do Flamengo
28 de abril de 2016
Postado por Cledson Silva

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